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Inebriante

E suas palavras são pra mim a mais bela música.
Que acalma e me deixa em transe como uma sinfonia hipnótica.
Assim como seu cheiro o mais puro perfume.
Que desperta em mim, as mais belas memórias sobre dias de glória que nunca vivi.
No teu colo o conforto que nem o mais caro dos hotéis poderia oferecer.
E a sensação de segurança e confiança que nem a mais forte das bebidas
Poderia proporcionar!
No seu toque, ah! No seu toque.
O poder que te faz sentir-se preso, preso a uma liberdade sem tamanho.
Preso a uma vontade, preso a um desejo.
No seu toque, a conquista da imortalidade.
Sentir-se, estar, ser, definitivamente... a prova de morte.

E o direito?

De se expressar e mostrar que é capaz...
De se perder, e ter um pouco de medo de vez em quando.
Cadê o direito de tomar decisões erradas e pagar o preço mais tarde?
Onde foi parar a vontade de ser quem você quer ser?
Uma vida regrada pela razão, queima todas as possibilidades.
Sem falar em toda diversão.
Por que um erro que não é seu te incomoda tanto?
Me deixa viver... me deixar ser... me deixar voar.
Se cair eu vou recomeçar, não precisa me ajudar.
Não há motivo nenhum pra esse drama.
Eu também sinto, também tenho vontade, também quero saber.
O que é errar e se arrepender.

Sem Palavras

É um sufoco sem nome que te esmaga sem avisos;
E música após música você tenta combater o medo;
O medo que vem, e em poucos instantes se transforma em desespero;
Destruindo o que era sonho, transformando o que era belo;
Pintando tudo em volta de preto;
Tudo o que você vê, tudo o que você sente, tudo o que você é;
E assim transformando sentimentos em palavras;
Dou fim ao que me parecia ser a maior das angústias;
A maior das feridas, o maior sofrimento;
Dou fim ao mal que a pouco me consumia;
Destrinchando-o em palavras.
Vem me tirar desse sufoco, me segue nessa escuridão;
E tira de mim esse mal chamado: Saudade.